O telefone chama, eu interrompo a conversa no msn para corresponder a ligação.
Volto e encontro a seguinte mensagem:
"... faz com que esse dia seja fabuloso! Apenas depende de ti!
Olha, digo-te uma coisa de coração aberto: há dias que cabem numa vida, há dias que a valem; mas tudo depende de nós, de como o construímos e usofruímos.
Toda a gente tem uma carteira interior de momentos memoráveis, de marcos na nossa história. Constrói a tua história, anjo, colecciona coisas únicas! Faz delas tuas para que as possas partilhar com os outros!"
Por Miguel Tato
Deus nos abençoe.
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quarta-feira, 29 de abril de 2009
quarta-feira, 6 de fevereiro de 2008
Sem esquecer da vida...
Bom, quero escrever aqui sobre um assunto muito comum entre as pessoas que estão se preparando para fazer o programa de au pair em outro país.
Esse era o assunto que queria conversar e deixei para outro dia. É apenas uma observação para dar como cumprida a promessa.
Para muitas pessoas, o programa au pair é algo há muito tempo idealizado, que vem de longas datas. Para muitas é um sonho se realizando. Um sonho cheio de "sub-conjuntos", ou seja, que traz consigo muitos outros sonhos de uma só vez.
Será a primeira vez que se viajará de avião, viajará para o exterior, conhecerá de pertinho, ou melhor, de dentro uma nova cultura, poderá conhecer a neve, experimentará novos esportes, visitará parques temáticos e museus famosos, é poderá viver, ou chegar bem próximo, daquilo que se quis por muito tempo... E então, vem todo o processo de "pré au pair"...
Pré au pair = escolher uma agência que o transmita segurança, depois a inscrição no programa, e então, vêm as provas de inglês, a preparação do dossiê, fotocolagem, a correria para adquirir ou pôr em ordem os documentos, a confirmação da aceitação do dossiê, a expectativa da primeira ligação de uma família, a resposta da família, o acordo com a família, o famoso dia V, dia do visto, e enfim, a viagem.
Para alguns mais, para outros menos, mas a verdade é que todos passamos por momentos que parecem intermináveis de ansiedades!!! Só pensamos na viagem. Idealizamos sem parar a família. Planejamos demais as viagens. Fazemos roteiros intermináveis de coisas a fazer lá. E até uma listinha de possíveis eletroeletrônicos para comprar antes de terminar o programa.
É muita coisa, não é??? Muitas emoções que se passam antes, durante e depois do programa, mas você já parou para pensar como está deixando as coisas aqui para quando você voltar?
Sabe, ficamos muito envolvidos em todo o processo e, muitas vezes, ou melhor, a maioria das vezes, esquecemos de preparar para as coisas para quando retornármos.
Veja só, para aqueles que estarão deixando aqui um faculdade trancada... Como é que você está seu rendimento escolar??? Eu sei que estamos de férias, mas para quem deu entrada no processo antes disso, e então? Para aqueles que já terminaram, e seu trabalho, e os cursos de férias, e aquele preparatório para aquele concurso???
Eu estou aqui para compartilhar com vocês de uma situação que eu me encontrei, e creio que seja a de muita gente, ainda que inconsciente.
Eu faço faculdade de pedagogia e faculdade de dança. Sabe, desde quando dei entrada no processo, este tornou-se meu foco, tornou-se minha prioridade, e então, relaxei. Já sabem o que esta palavra relaxar significa, não é?! Pois é... Mas, Graças a Deus, que é Pai Misericordioso e Equilibrado, para nos mostrar e ensinar a percorrer o melhor caminho, e, portanto, eu pude me recuperar a tempo.
O fato de estar indo para outro país e voltar com o inglês ou espanhol, ou qualquer outra língua, fluente, não lhe dá garantia de que terá um emprego melhor garantido. Não lhe dá garantia que você não precisará mostrar seu histórico para conseguir o primeiro/próximo emprego. Não lhe dá garantia que você terá aquela promoção tão esperada... Você pode, até mesmo, nem completar 1 ano de programa...
Que tal se, em paralelo com todo o processo de au pair, você fizesse aquele curso tão importante para sua área profissional, ou se dedicasse para prestar um concurso público, ou no mínimo, desse o melhor de si no trabalho ou prestasse mais atenção nas aulas que estão para reiniciar??? Com certeza, você estará deixando as coisas mais "arrumadinhas" para quando você voltar... estará deixando as coisas mais "seguras" para você e o seu futuro. Ou, em outras palavras, estará plantando boas sementes para colher bons frutos quando chegar de viagem!!!
Quando falo aqui "você", não pense que não estou me incluindo. É como se estivesse diante do espelho repetindo estas palavras...
Isto tudo para compartilhar algo de Deus para mim com você. Ou você acha que está lendo tudo isso até agora à toa??? Claro que não!!!
Faça da sua viagem, a melhor viagem! Viva com intensidade todos os processos, mas não deixe que essa intensidade lhe tire a responsabilidade sobre seus projetos, sobre aquilo que você tem agora em mãos. Faça o melhor, não somente lá, mas aqui também.
Pense bem nisso!!!
Por hoje é só, meus amigos. Antes de terminar, eu quero agradecer ao carinho que tenho recebido de muitos de vocês que lêem o blog. Obrigada de verdade.
PS: Amanhã posto a próxima parte da série.
Esse era o assunto que queria conversar e deixei para outro dia. É apenas uma observação para dar como cumprida a promessa.
Para muitas pessoas, o programa au pair é algo há muito tempo idealizado, que vem de longas datas. Para muitas é um sonho se realizando. Um sonho cheio de "sub-conjuntos", ou seja, que traz consigo muitos outros sonhos de uma só vez.
Será a primeira vez que se viajará de avião, viajará para o exterior, conhecerá de pertinho, ou melhor, de dentro uma nova cultura, poderá conhecer a neve, experimentará novos esportes, visitará parques temáticos e museus famosos, é poderá viver, ou chegar bem próximo, daquilo que se quis por muito tempo... E então, vem todo o processo de "pré au pair"...
Pré au pair = escolher uma agência que o transmita segurança, depois a inscrição no programa, e então, vêm as provas de inglês, a preparação do dossiê, fotocolagem, a correria para adquirir ou pôr em ordem os documentos, a confirmação da aceitação do dossiê, a expectativa da primeira ligação de uma família, a resposta da família, o acordo com a família, o famoso dia V, dia do visto, e enfim, a viagem.
Para alguns mais, para outros menos, mas a verdade é que todos passamos por momentos que parecem intermináveis de ansiedades!!! Só pensamos na viagem. Idealizamos sem parar a família. Planejamos demais as viagens. Fazemos roteiros intermináveis de coisas a fazer lá. E até uma listinha de possíveis eletroeletrônicos para comprar antes de terminar o programa.
É muita coisa, não é??? Muitas emoções que se passam antes, durante e depois do programa, mas você já parou para pensar como está deixando as coisas aqui para quando você voltar?
Sabe, ficamos muito envolvidos em todo o processo e, muitas vezes, ou melhor, a maioria das vezes, esquecemos de preparar para as coisas para quando retornármos.
Veja só, para aqueles que estarão deixando aqui um faculdade trancada... Como é que você está seu rendimento escolar??? Eu sei que estamos de férias, mas para quem deu entrada no processo antes disso, e então? Para aqueles que já terminaram, e seu trabalho, e os cursos de férias, e aquele preparatório para aquele concurso???
Eu estou aqui para compartilhar com vocês de uma situação que eu me encontrei, e creio que seja a de muita gente, ainda que inconsciente.
Eu faço faculdade de pedagogia e faculdade de dança. Sabe, desde quando dei entrada no processo, este tornou-se meu foco, tornou-se minha prioridade, e então, relaxei. Já sabem o que esta palavra relaxar significa, não é?! Pois é... Mas, Graças a Deus, que é Pai Misericordioso e Equilibrado, para nos mostrar e ensinar a percorrer o melhor caminho, e, portanto, eu pude me recuperar a tempo.
O fato de estar indo para outro país e voltar com o inglês ou espanhol, ou qualquer outra língua, fluente, não lhe dá garantia de que terá um emprego melhor garantido. Não lhe dá garantia que você não precisará mostrar seu histórico para conseguir o primeiro/próximo emprego. Não lhe dá garantia que você terá aquela promoção tão esperada... Você pode, até mesmo, nem completar 1 ano de programa...
Que tal se, em paralelo com todo o processo de au pair, você fizesse aquele curso tão importante para sua área profissional, ou se dedicasse para prestar um concurso público, ou no mínimo, desse o melhor de si no trabalho ou prestasse mais atenção nas aulas que estão para reiniciar??? Com certeza, você estará deixando as coisas mais "arrumadinhas" para quando você voltar... estará deixando as coisas mais "seguras" para você e o seu futuro. Ou, em outras palavras, estará plantando boas sementes para colher bons frutos quando chegar de viagem!!!
Quando falo aqui "você", não pense que não estou me incluindo. É como se estivesse diante do espelho repetindo estas palavras...
Isto tudo para compartilhar algo de Deus para mim com você. Ou você acha que está lendo tudo isso até agora à toa??? Claro que não!!!
Faça da sua viagem, a melhor viagem! Viva com intensidade todos os processos, mas não deixe que essa intensidade lhe tire a responsabilidade sobre seus projetos, sobre aquilo que você tem agora em mãos. Faça o melhor, não somente lá, mas aqui também.
Pense bem nisso!!!
Por hoje é só, meus amigos. Antes de terminar, eu quero agradecer ao carinho que tenho recebido de muitos de vocês que lêem o blog. Obrigada de verdade.
PS: Amanhã posto a próxima parte da série.
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sábado, 12 de janeiro de 2008
Apenas um momento de reflexão
Hoje eu quero escrever um pouquinho...Acho que preciso de desabafar um pouco... Minha alma está transbordando. Acho que aqui é o melhor lugar.
Meu nome não preciso dizer, provavelmente minha idade também não, contudo, eu me chamo Ellen Cristina - confesso que adoro os dois juntos - e tenho 23 anos, mas só até 10 de fevereiro.
Eu faço faculdade de pedagogia e de dança também. As duas em universidades públicas. A de pedagogia, eu me formaria este ano, e a de dança em 2009, mas com o programa de au pair, todos os planos feitos no Brasil ficarão um pouco atrasados.
Tenho um namorado maravilhoso, para falar a verdade, um noivo. Estamos juntos há 5 anos e 5 meses. Já deveríamos estar casados, mas o meu sonho não permitiu...não só ele, mas o meu "não estou preparada para casar" também não deixou.
Agora, bom, em relação ao meu estado de au pair é: preparando meu dossiê. Desesperada para entregar meu application até segunda-feira. E com muitas dúvidas e questões em minha alma.
Hoje, eu acabei de fazer a colagem. Passei a tarde fazendo isso. Escolhendo fotos, comprando cartolina, usando canetinha, tesoura para lá, régua para cá, e muita imaginação...digamos que a palavra certa é memória, pois lembrei de muitas coisas que vi no programa Art & Attack. Nem sei se está certo!!! Pediram uma colagem como se fossem em 2 folhas de papel A4, e eu sei que passei disso. Nem quero saber agora!
A verdade não é essa. Isso tudo é lendainha para chegar até aqui e dizer: "Caramba, vale a pena???". Claro que eu não espero resposta. Eu vou ter que descobrir!
Eu sempre fui uma pessoa precavida, prevenida (ou previnida?). Nunca gostei muito de surpresas ou de "pensa rápido, pensa rápido, você tem que agir!!!". Sempre fui muito de pensar e depois tomar uma posição. E agora eu estou toda insegura. Tá, eu sou insegura!!! Mas eu sempre me posiciono! E desta vez não está dando... Acho que é TPAP - Tensão Pré Au Pair.
Quando eu li o primeiro e-mail da agência me parabenizando por está dando início ao programa, eu não levei muito a sério. Eles já se mencionavam a mim como uma au pair!!! Claro que não iria levar tão a sério! Classifico-me como um pré - au pair. Escreveram também sobre as ansiedades...As ansiedades...Pois é só esqueceram desse turbilhão de perguntas sem respostas que surgem e também do medo de estar trocando ou adiando coisas tão concretas por algo tão, tão, tão, não sei como definir...talvez seria: tão grande, cheio de supresas boas e ruins e sensações, emoções inemagináveis.
Ontem contei ao meu irmão sobre a viagem. Não sei se contei antes, mas agora os que estão sabendo são: Rafa, os pais dele, minha mãe e, agora, meu irmão.
Escutei poucas e boas, no mau sentido.
Como relatei antes, abri mão de ir à Inglaterra pela minha mãe, confesso que também pela facul de pedagogia, já que me faltaria tão pouco para me formar, mas esta última nem chegar perto do meu primeiro motivo. Sei que este ano é um ano difícil para minha mãe. Será o primeiro ano dela sem minha avó. Mas voltei atrás, não em relação à Inglaterra, porque a Inglaterra é única para mim, nada se compara a ela. Além disso, tenho promessas em meu coração de Deus para mim naquele país. Voltei atrás em relação ao programa de au pair. Não me importo agora quanto ao país, os EUA nunca me atraíu, nem mesmo a Disneylandia na minha infância, mas o objetivo maior agora é o inglês. Quero acordar e escutar inglês, ligar a tv e escutar inglês, comer e escutae inglês, quero até dormir e sonhar em inglês!
E então eu escuto do meu irmão que não passa de sonhos de infância...Que estou levando uma vida de Barbie... Que deveria me dedicar e prestar um concurso público e terminar com tranquilidade minhas faculdades com dinheirinho no bolso sem ter que me preocupar muito. Ai, como doeu.
Eu, Barbie? Eu, sonhos de criança? Sem rumo? Sem perspectivas fundamentadas?
E então a minha vida vira um grande ponto de interrogação.
As vezes tenho a sensação que eu sou anormal...que sou diferente do que está dentro do "senso comum", do socialmente "aceito". Tenho a impressão que sigo na mesma direção, mas em um caminho a parte, numa perspectiva diferente.
Sabe, eu vou seguir. Nem sei se vai dar certo. Não sei quanto ao meu aceite...também não sei quanto a família, e ainda tem o visto... Muitos processos... e sem certeza de nenhum deles. Mas vou seguir... Do que vale a pena a vida sem sonhos??? E bom, quando temos a oportunidade de torná-lo real, por que não torná-lo se o que gera a vida e a impulsiona são os sonhos?
Vou fazer o meu melhor, só depende de mim com a benção de Deus...
(Após 5 minutos pensando...)
Sabe, um dia eu li que depois que se pensa em ser au pair, é quase impossível de se tirar isso da cabeça... risos...é verdade.
Será apenas um ano, e não estarei disperdiçando nada! É uma cultura nova, amigos novos, fluência em uma outra língua, enfim... ainda que aconteça tudo errado, ainda assim se tem o aprendizado... e isso é vida! É olhar para trás e não se arrepender de ter feito, mas ter aprendido algo, algo que não aprenderia jamais se não o tivesse feito.
As faculdades estarão a minha espera, minha família também. Meu noivo?! Talvez sim, talvez não, mas a verdade é que o amor sempre vence...se não vencer, então é porque não era amor. Exigências do mercado de trabalho quanto a minha idade? Ainda bem que existem os concursos públicos...além do mais, com o inglês fluente, bem, isso ajuda e muito...
Talvez eu esteja super errada, mas só vou saber se eu seguir adiante, o pior será viver na dúvida.
Como diz a música da Kelly Clarkson:
"I'll make a wish, take a chance, make a change
And break away"
Boa noite a todos. Amanhã posto a 6ª parte...
Meu nome não preciso dizer, provavelmente minha idade também não, contudo, eu me chamo Ellen Cristina - confesso que adoro os dois juntos - e tenho 23 anos, mas só até 10 de fevereiro.
Eu faço faculdade de pedagogia e de dança também. As duas em universidades públicas. A de pedagogia, eu me formaria este ano, e a de dança em 2009, mas com o programa de au pair, todos os planos feitos no Brasil ficarão um pouco atrasados.
Tenho um namorado maravilhoso, para falar a verdade, um noivo. Estamos juntos há 5 anos e 5 meses. Já deveríamos estar casados, mas o meu sonho não permitiu...não só ele, mas o meu "não estou preparada para casar" também não deixou.
Agora, bom, em relação ao meu estado de au pair é: preparando meu dossiê. Desesperada para entregar meu application até segunda-feira. E com muitas dúvidas e questões em minha alma.
Hoje, eu acabei de fazer a colagem. Passei a tarde fazendo isso. Escolhendo fotos, comprando cartolina, usando canetinha, tesoura para lá, régua para cá, e muita imaginação...digamos que a palavra certa é memória, pois lembrei de muitas coisas que vi no programa Art & Attack. Nem sei se está certo!!! Pediram uma colagem como se fossem em 2 folhas de papel A4, e eu sei que passei disso. Nem quero saber agora!
A verdade não é essa. Isso tudo é lendainha para chegar até aqui e dizer: "Caramba, vale a pena???". Claro que eu não espero resposta. Eu vou ter que descobrir!
Eu sempre fui uma pessoa precavida, prevenida (ou previnida?). Nunca gostei muito de surpresas ou de "pensa rápido, pensa rápido, você tem que agir!!!". Sempre fui muito de pensar e depois tomar uma posição. E agora eu estou toda insegura. Tá, eu sou insegura!!! Mas eu sempre me posiciono! E desta vez não está dando... Acho que é TPAP - Tensão Pré Au Pair.
Quando eu li o primeiro e-mail da agência me parabenizando por está dando início ao programa, eu não levei muito a sério. Eles já se mencionavam a mim como uma au pair!!! Claro que não iria levar tão a sério! Classifico-me como um pré - au pair. Escreveram também sobre as ansiedades...As ansiedades...Pois é só esqueceram desse turbilhão de perguntas sem respostas que surgem e também do medo de estar trocando ou adiando coisas tão concretas por algo tão, tão, tão, não sei como definir...talvez seria: tão grande, cheio de supresas boas e ruins e sensações, emoções inemagináveis.
Ontem contei ao meu irmão sobre a viagem. Não sei se contei antes, mas agora os que estão sabendo são: Rafa, os pais dele, minha mãe e, agora, meu irmão.
Escutei poucas e boas, no mau sentido.
Como relatei antes, abri mão de ir à Inglaterra pela minha mãe, confesso que também pela facul de pedagogia, já que me faltaria tão pouco para me formar, mas esta última nem chegar perto do meu primeiro motivo. Sei que este ano é um ano difícil para minha mãe. Será o primeiro ano dela sem minha avó. Mas voltei atrás, não em relação à Inglaterra, porque a Inglaterra é única para mim, nada se compara a ela. Além disso, tenho promessas em meu coração de Deus para mim naquele país. Voltei atrás em relação ao programa de au pair. Não me importo agora quanto ao país, os EUA nunca me atraíu, nem mesmo a Disneylandia na minha infância, mas o objetivo maior agora é o inglês. Quero acordar e escutar inglês, ligar a tv e escutar inglês, comer e escutae inglês, quero até dormir e sonhar em inglês!
E então eu escuto do meu irmão que não passa de sonhos de infância...Que estou levando uma vida de Barbie... Que deveria me dedicar e prestar um concurso público e terminar com tranquilidade minhas faculdades com dinheirinho no bolso sem ter que me preocupar muito. Ai, como doeu.
Eu, Barbie? Eu, sonhos de criança? Sem rumo? Sem perspectivas fundamentadas?
E então a minha vida vira um grande ponto de interrogação.
As vezes tenho a sensação que eu sou anormal...que sou diferente do que está dentro do "senso comum", do socialmente "aceito". Tenho a impressão que sigo na mesma direção, mas em um caminho a parte, numa perspectiva diferente.
Sabe, eu vou seguir. Nem sei se vai dar certo. Não sei quanto ao meu aceite...também não sei quanto a família, e ainda tem o visto... Muitos processos... e sem certeza de nenhum deles. Mas vou seguir... Do que vale a pena a vida sem sonhos??? E bom, quando temos a oportunidade de torná-lo real, por que não torná-lo se o que gera a vida e a impulsiona são os sonhos?
Vou fazer o meu melhor, só depende de mim com a benção de Deus...
(Após 5 minutos pensando...)
Sabe, um dia eu li que depois que se pensa em ser au pair, é quase impossível de se tirar isso da cabeça... risos...é verdade.
Será apenas um ano, e não estarei disperdiçando nada! É uma cultura nova, amigos novos, fluência em uma outra língua, enfim... ainda que aconteça tudo errado, ainda assim se tem o aprendizado... e isso é vida! É olhar para trás e não se arrepender de ter feito, mas ter aprendido algo, algo que não aprenderia jamais se não o tivesse feito.
As faculdades estarão a minha espera, minha família também. Meu noivo?! Talvez sim, talvez não, mas a verdade é que o amor sempre vence...se não vencer, então é porque não era amor. Exigências do mercado de trabalho quanto a minha idade? Ainda bem que existem os concursos públicos...além do mais, com o inglês fluente, bem, isso ajuda e muito...
Talvez eu esteja super errada, mas só vou saber se eu seguir adiante, o pior será viver na dúvida.
Como diz a música da Kelly Clarkson:
"I'll make a wish, take a chance, make a change
And break away"
Boa noite a todos. Amanhã posto a 6ª parte...
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sábado, 27 de outubro de 2007
27 de outubro de 2007
O dia amanheceu nublado. Durante toda a noite havia chovido. 06:00 horas da manhã:
- Ellen, abra a porta! Ellen, abra a porta!
- Ahan?!
- Nossa avó faleceu.
Pois é, foi assim que fui acordada por meu irmão. Com aquele rosto vermelho e voz embargada.
Foi só o começo. Arrumei-me, pois minha mãe havia passado a noite com a minha avó no hospital. Fui até ela, mas a encontrei no caminho. Nem acreditei, porque ela estava chegando de carro...dirigindo o próprio carro.
Ela me sentou no sofá...começou a contar histórias de sua infância...feitos da minha avó. Como é difícil manter-se centrada nestas horas. Fiz massagens em seus pés. Como estavam inchados os pés da minha mãe.
Mais tarde fui deixar o carro com meu tio que veio do Paraná e estava no hospital, mais exatamente na capela. Voltei a pé. Lá estava minha mãe descendo a ladeira, de banho tomado e bem vestida.
- Não posso ficar em casa. Se é para pensar na minha mãe, então prefiro ficar ao lado dela.
- Quer que eu vá com a senhora, mãe?
- Quero filha.
Lá fomos nós. Encontramos outros familiares. Choramos, revivemos passado, rimos de histórias.
Ainda não havia comido nada, então eu voltei para casa, enquanto minha mãe com outros parentes foram acompanhar o corpo até o cemitério.
16:00 eu percebi o quanto a geração da minha avó é grande. Minha avó foi agraciada por Deus, chegou a conhecer tataraneto. Minha avó tinha 87, faria 88 no dia 20 de dezembro. Em sua trajetória, ela enterrou 16 filhos e foi enterrada por 7 filhos, netos, bisnetos e tataraneto.
Sabe, minha mãe contou que de ontem para hoje não dormiu. Ficou ao seu lado a noite toda e que deitou ao lado dela. Colocou a cabeça dela em seu braço esquerdo junto a seu peito. Aos seus ouvidos, ela orou, cantou louvores e liberou a minha avó para ir para os braços do Pai. Em poucos minutos depois ela partiu.
Isso aqui está sendo meu desabafo. Um dia triste. Lembro que o dia permanceu nublado, depois fez um calor angustiante e depois tornou-se nublado novamente. Contudo, quando o túmulo foi fechado, suavemente o sol apareceu. Deu seu último brilho do dia naquele momento. E depois foi-se juntamente com as pessoas.
Está tudo muito recente. Efeitos ainda da adrenalina. Mas estou orgulhosa da minha mãe. Ela se superou. Minha mãe é a caçula, e minha avó a teve com 46 anos de idade. Foi a menina dos olhos da minha avó e mimada por meus tios. Muito apegada a minha avó. Para terem noção, ela dormiu no quarto dos meus avós até aos 13 anos de idade. Entretanto, mostrou-se valente. Ela chorou, amaldiçoou o dia 27/10/2007, mas não rendeu-se ao pânico.
Bom, esta foi a história do meu dia 27 de outubro de 2007. Onde Eletícia Gomes Mendes, conhecida também por muitos como Dona Pombinha, bateu asas e voou para encontrar-se com seu Criador e Salvador Jesus Cristo.
Depois posto fotos, agora está dando erro.
Um abraço.
Vó, eu te amo. Breve estaremos juntas. Por enquanto ficam aqui minhas lágrimas, saudades, admiração e, sobretudo, meu amor.
- Ellen, abra a porta! Ellen, abra a porta!
- Ahan?!
- Nossa avó faleceu.
Pois é, foi assim que fui acordada por meu irmão. Com aquele rosto vermelho e voz embargada.
Foi só o começo. Arrumei-me, pois minha mãe havia passado a noite com a minha avó no hospital. Fui até ela, mas a encontrei no caminho. Nem acreditei, porque ela estava chegando de carro...dirigindo o próprio carro.
Ela me sentou no sofá...começou a contar histórias de sua infância...feitos da minha avó. Como é difícil manter-se centrada nestas horas. Fiz massagens em seus pés. Como estavam inchados os pés da minha mãe.
Mais tarde fui deixar o carro com meu tio que veio do Paraná e estava no hospital, mais exatamente na capela. Voltei a pé. Lá estava minha mãe descendo a ladeira, de banho tomado e bem vestida.
- Não posso ficar em casa. Se é para pensar na minha mãe, então prefiro ficar ao lado dela.
- Quer que eu vá com a senhora, mãe?
- Quero filha.
Lá fomos nós. Encontramos outros familiares. Choramos, revivemos passado, rimos de histórias.
Ainda não havia comido nada, então eu voltei para casa, enquanto minha mãe com outros parentes foram acompanhar o corpo até o cemitério.
16:00 eu percebi o quanto a geração da minha avó é grande. Minha avó foi agraciada por Deus, chegou a conhecer tataraneto. Minha avó tinha 87, faria 88 no dia 20 de dezembro. Em sua trajetória, ela enterrou 16 filhos e foi enterrada por 7 filhos, netos, bisnetos e tataraneto.
Sabe, minha mãe contou que de ontem para hoje não dormiu. Ficou ao seu lado a noite toda e que deitou ao lado dela. Colocou a cabeça dela em seu braço esquerdo junto a seu peito. Aos seus ouvidos, ela orou, cantou louvores e liberou a minha avó para ir para os braços do Pai. Em poucos minutos depois ela partiu.
Isso aqui está sendo meu desabafo. Um dia triste. Lembro que o dia permanceu nublado, depois fez um calor angustiante e depois tornou-se nublado novamente. Contudo, quando o túmulo foi fechado, suavemente o sol apareceu. Deu seu último brilho do dia naquele momento. E depois foi-se juntamente com as pessoas.
Está tudo muito recente. Efeitos ainda da adrenalina. Mas estou orgulhosa da minha mãe. Ela se superou. Minha mãe é a caçula, e minha avó a teve com 46 anos de idade. Foi a menina dos olhos da minha avó e mimada por meus tios. Muito apegada a minha avó. Para terem noção, ela dormiu no quarto dos meus avós até aos 13 anos de idade. Entretanto, mostrou-se valente. Ela chorou, amaldiçoou o dia 27/10/2007, mas não rendeu-se ao pânico.
Bom, esta foi a história do meu dia 27 de outubro de 2007. Onde Eletícia Gomes Mendes, conhecida também por muitos como Dona Pombinha, bateu asas e voou para encontrar-se com seu Criador e Salvador Jesus Cristo.
Depois posto fotos, agora está dando erro.
Um abraço.
Vó, eu te amo. Breve estaremos juntas. Por enquanto ficam aqui minhas lágrimas, saudades, admiração e, sobretudo, meu amor.
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